Helio Oiticica-ca-ca-ça-ça

Sempre em movimento, estabelecendo novas relações entre obra e espectador, inspirador de novos movimentos artísticos, moderno, contemporâneo, atual… este já seria um texto extenso só na tentativa de resumir o valor de Hélio Oiticica.

Brasileiro, passista da Estação 1ª de Mangueira, um dos artistas modernos mais relevantes mundialmente… pensar Helio Oiticica é imaginar uma arte livre e que propõe a liberdade, ganhando vida própria no olhar/agir do espectador/a (ou seria interactor/a?).

Com influências que vão de Paul Klee a Mondrian e Malevich, passando por Marcel Duchamp e por muitas experimentações artísticas que coexistem na máxima “seja marginal, seja herói”. A obra de Helio Oiticica ainda conversa com nosso cotidiano seja no Centro de Artes Hélio Oiticica no Rio de Janeiro, na Tate Modern em Londres, ou mesmo no youtube.

Podemos considerar a evolução de suas obras por períodos. Primeiro vieram os Metaesquemas, onde de forma meticulosa, ele buscava um equilíbrio entre as formas e cores que criava, no espaço em que eram dispostas, resultado deste período são quadros com estruturas geométricas que parecem não se aquietar frente aos olhos. Obras em 2D, digamos.

Com os relevos espaciais, Hélio começou a trabalhar suas geometrias para fora do quadro, permitindo que sua obra fosse ressignificada a cada novo ângulo. A partir desse momento, o artista percebe cada vez mais a necessidade de atingir todos sentidos do espectador/a, buscando não só a participação, mas uma interação que fosse força criadora.

Foi então que vieram os penetráveis, labirintos construídos com as mais diversas possibilidades de materiais e texturas: areia, asfalto, água, terra, tecidos, cordas, plantas para tocar, sentir, mexer. Como diria Caetano: “O monumento é bem moderno.” (Para ler ouvindo “Tropicália”, Caetano Veloso)

Vieram ainda os parangolés, onde a obra se descobre e se reinventa no corpo, onde as cores eram subordinadas aos movimentos dos sambistas, jogadores de capoeira, e/ou qualquer um que deixasse “a cor tomar conta do ar”. (Para ler ouvindo “Parangolé Pamplona”, Adriana Calcanhotto)

E de arte e Hélio Oiticica há os aspectos supra-sensoriais da obra do artista nos vídeos a seguir e na entrevista com o diretor de teatro Zé Celso Martinez, consagrado artista antropofágico dos tropicalismos de HO, tudo bastante acessível no youtube.

Dentre o vasto material em vídeo disponível no youtube mostrando visualmente como “funcionariam” as obras de Helio Oiticica, estão 3 vídeos que trazem a filosofia “supra-sensorial” de sua arte.

Anúncios

Sobre artebrasileirautfpr

Um endereço para aproximar, experimentar e [re]conhecer a arte brasileira.
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s