Uma passagem pelo barroco mineiro

Oi, estamos de volta.
E pra começar, neste post falaremos sobre a arte no período colonial no Brasil, mais precisamente no séc. XVIII, no chamado século do ouro.
A descoberta do ouro no Brasil iniciou-se em Minas Gerais e com ela construções arquitetônicas, esculturas e pinturas que, de acordo com muitos historiadores foi o momento em que se começou a se ver traços da região. Considera-se o período como barroco, arte dos conflitos, das contradições e do exagero, mas ainda sim, diferente do barroco Europeu. O barroco mineiro ainda se diferenciava também do barroco na Bahia e em Pernambuco. Segundo Pietro Maria Bardi “o barroco do Nordeste era mais truculento e aformoseado com talhas pesadonas, entremeadas de carrancas gritantes, o Jacarandá assombrando temerosamente o ambiente, ou o ouro cegando a vista. Minas se enfeita mais alegremente, preferindo cores pastel, procurando leveza e doçura.” E é neste último que iremos nos ater neste momento.
Minas foi palco de grande extração de ouro no Brasil, mas quase todo ele encontrado ia para Portugal, o que ficou foi aplicado na arte e na construção de Igrejas. Em Ouro preto, na época chamada de Vila Rica, até hoje podemos ver várias construções e esculturas desta época. Exemplo disto e a Igreja São Francisco de Assis e suas várias peças em ouro.
Esta igreja é considerada uma das maiores realizações do artista Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho e um dos maiores representantes da arte barroca no Brasil.
Não se sabe muito sobre ele. Era mulato, escravo liberto e tinha os dedos mutilados. Filho de uma escrava e um arquiteto com quem aprendeu sobre arte.
Autor de várias obras , Aleijadinho foi considerado por alguns modernistas o símbolo do rompimento com a influência européia na arte colonial.
Ele trabalhava geralmente com madeira e pedra sabão.
Imagens da Igreja São Francisco de Assis em Ouro Preto e algumas das obras do Aleijadinho:

Aproveitando este gancho, é interessante ver também a aplicação de influências como esta, nos trabalhos de alguns artistas contemporâneos. Este é o caso, por exemplo, da artista plástica Beatriz Milhazes.

Referências:
Bardi, P.M; História da Arte Brasileira
Marciel, Mayara; Aleijadinho : Um artista muito especial
http://www.itaucultural.org.br

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