Geraldo de Barros

Geraldo de Barros nasceu em Xavantes, São Paulo, em 1923. Ele começou sua vida artística aprendendo pintura e desenho. Em paralelo à pintura, passou a se interessar também pela fotografia. “ A fotografia é para mim um processo de gravura.(…) Acredito também que é no “erro”, na exploração e no domínio do acaso, que reside a criação fotográfica. ” (Barros, Geraldo; Fotoformas, 1994). Para ele, mais importante que a técnica, são os ângulos e os planos escolhidos pelo fotógrafo.

No processo de revelação, Geraldo de Barros começou a explorar as possibilidades oferecidas, fazendo várias interferências no negativo, como cortar, desenhar, pintar, perfurar, solarizar e sobrepor imagens. Por estas experiências, Barros é considerado responsável por mudar os rumos da fotografia brasileira na década de 50 e pioneiro em fotografia abstrata no Brasil.

Em 1949, convidado por Pietro Maria Bardi para organizar o laboratório fotográfico do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand (MASP), passou a desenvolver seus projetos fotográficos e iniciou a preparação de sua mostra “Fotoformas”, cujo o título faz referência a teoria da Gestalt.
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Esta exposição lhe rendeu uma bolsa de estudos em Paris, onde fez contato com vários artistas e começou a se aproximar do design.

Quando retornou ao Brasil, fundou, ao lado de Waldemar Cordeiro, Luís Sacilotto e outros, o grupo Ruptura, expoente da arte concreta no Brasil e passou a exercer atividades na área das artes gráficas e do desenho industrial. Fundou a Cooperativa Unilabor e a Hobjeto Móveis, dedicadas à produção de móveis, e a Form-Inform, responsável pela criação de marcas e logotipos.

Ao final da década de 70, Geraldo retomou em sua obra os princípios fundamentais da arte concreta e passou a trabalhar com o conceito da serialização, fazendo experiências com lâminas de fórmica sobre aglomerado.

Sobre esta fase, a crítica Radhá Abramo tece o seguinte comentário: “…Todo o seu trabalho é multiplicável e encerra evidentemente uma filosofia e um comprometimento social. A criação do cartaz, da foto e do design envolve o objetivo da seriação, distribuição e consumo em larga escala.(…) Logo, a matriz original deve conter em si uma relação afetiva anônima” (catálogo da exposição Geraldo Barros, 12 anos de pintura, Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1977).

Alguns de seus trabalhos:

Referências:

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=878

http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo3/ruptura/barros/bio.html

Barros, Geraldo ; Fotoformas. 1994.

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