Sebastião Salgado

     Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em Aimorés, Minas Gerais, em 1944. Fotógrafo reconhecido mundialmente e um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade, destaca-se por registrar a vida dos excluídos em diversas partes do globo. Esse incansável trabalho, combinado a um olhar extremamente sensível já resulta na publicação de dez livros e a realização de várias exposições, além de uma série de prêmios e homenagens em todo o mundo.

     Economista de formação, Salgado fez seus estudos superiores no Brasil entre 1964 e 67 e, em seguida, deu início ao mestrado na mesma área, na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University, nos Estados Unidos. Concluído o doutorado em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café, em Londres, durante dois anos.

      Desde sempre interessado pela condição humana sob suas mais diversas formas, entrou para as artes fotográficas em 1973, quando pediu uma câmera emprestada à sua esposa Lélia Wanick Salgado, antes de uma viagem à África onde coordenaria um projeto sobre a cultura do café. Acaba por cobrir eventos de grande importância histórica e política, como as guerras na Angola e no Saara espanhol, além do sequestro de israelitas em Entebe, antiga capital de Uganda.

     Nos anos depois, realizou trabalho para as agências Sygma (entre 1974 e 1975) e Gamma (entre 1975 e 1979). Em 1979 ingressou na Magnum, célebre agência criada por Henri Cartier Bresson e Robert Capa, na qual permaneceu até 1994. Neste mesmo ano, criou em parceria com sua esposa a Amazonas Imagens, em Paris. Viajou pela América Latina entre 1977 e 1984, documentando o cotidiano de índios e camponeses, registrado no livro Outras Américas, lançado na França em 1986 e, em 1999, no Brasil.

     O acontecimento que alavancaria a carreira de Salgado aconteceu em 1981, nos Estados Unidos. A serviço da Magnum, ele foi encarregado de fazer uma série de fotos sobre os 100 primeiros dias de governo de Ronald Reagan, então presidente dos Estados Unidos.

     Salgado foi o único fotógrafo presente quando, no dia 30 de março, em Washington, Reagan sofreu um atentado a tiros, em Washington. O atirador, John Hinckley Júnior – mais tarde recolhido ao manicômio judicial – queria, com o fato, chamar a atenção da atriz Jodie Foster por quem era obcecado.

     A venda das fotos do atentado permitiu que Salgado financiasse seu primeiro projeto de cunho autoral, uma viagem à África para registrar a relação do povo com sua terra. A partir disso, trabalhou por 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras, percorrendo a região do Sahel, na África, mostrando a destruição causada pela seca, o que deu origem ao livro Sahel: L’Homme en Détresse, lançado na França em 1986.

     Entre 1986 e 1992 produziu um dos seus mais emblemáticos trabalhos, a série Trabalhadores, no qual captou o trabalho manual e as duras condições de vida dos trabalhadores em várias regiões do mundo. O livro foi lançado na Europa em 1993 e, no Brasil, quatro anos depois, em edição de 400 páginas, reunindo 350 fotos. Publicou ainda La main de l’Homme na França, em 1993; Terra, no Brasil, em 1997, e Retratos de Crianças do Êxodo, em 2000, além de outros.

     Ao lado de sua carreira como fotógrafo, Salgado contribui desde os anos 1990 com organizações como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, (Acnur), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional. Em 1999, ao lado de sua esposa Lélia, cria a ONG Instituto Terra, um projeto de reflorestamento e revitalização comunitária em Aimorés, cidade natal do fotógrafo.

Atualmente, Salgado, que mora em Paris, dedica-se a Gênesis, projeto que desde 2004 registra o convívio de animais e pessoas com a natureza. Os resultados vêm sendo apresentados ao público em forma de exposições.

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Referências

http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/fotografia

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